Durante muitos anos, o colesterol foi apontado como o grande vilão das doenças cardiovasculares. Porém, , ele é consequência de um processo inflamatório — não a causa primária.
O que realmente inicia o problema é o excesso de açúcar e carboidratos refinados na alimentação.
Quando há consumo elevado de: Açúcar Farinhas refinadas Excesso de frutose Alimentos ultraprocessados, ocorre aumento repetido da insulina. Com o tempo, desenvolve-se resistência à insulina e um estado de inflamação crônica .
Essa inflamação lesa o endotélio , que é a camada interna dos vasos sanguíneos.
Nesse contexto o colesterol entra em cena, para tentar reparar este dano dos vasos sanguíneos.
O colesterol é uma molécula essencial para o corpo. Ele participa da formação das membranas celulares e atua como matéria-prima para reparo tecidual. Quando há microlesões nos vasos, o organismo mobiliza colesterol como parte do processo de reparação.
Ou seja: na maioria das vezes o colesterol está alto porque o corpo está tentando reparar danos provocados por um ambiente metabólico inflamatório.
O verdadeiro problema não é o colesterol isolado, mas sim:
Resistência à insulina
Inflamação persistente
Excesso de glicose circulante
Estresse oxidativo
Não adianta apenas baixar números no exame, mas devemos tratar a causa raiz:
Reduzir o excesso de açúcar
Controlar picos insulina com alimentação low carb antiinflamatória
Buscar ter sono adequado
Atividade física regular
Gestão do estresse
Quando a inflamação diminui e o metabolismo se equilibra, o organismo tende naturalmente a normalizar o perfil lipídico.
O colesterol não é o “inimigo” — ele pode ser um sinal de que algo no metabolismo precisa ser corrigido